2006-09-28

Arronches recebe a "Boda"


A "Boda" está em Arronches a 1 de Outubro, no Centro Cultural pelas 16.00h.

Oportunamente serão divulgados outros destinos da "Boda" e das "Mulheres de A a Z". Esta nova peça estreia a 7 de Outubro no Rádio Cine (Montemor-o-Novo), integrada no 8º Encontro THEATRON.

2006-09-27

Excertos da casa de Bernarda Alba (Peça de 2004)

Excertos da Casa de Bernarda Alba,
de Federico García Lorca



Podemos escapar do que nos constrange? O poder é mais forte que o desejo?
As ambivalências e as descontinuidades habitam A Casa de Bernarda Alba, peça maior do poeta e dramaturgo Garcia Lorca, assassinado durante a Guerra Civil Espanhola.
Como palco de todas as formas de opressão, A Casa exibe as filhas de Bernarda Alba submetidas ao regime ditatorial que é continuamente reproduzido nas relações interpessoais. O realismo do quotidiano desse drama de mulheres em vilarejos da Espanha conjuga-se com o surrealismo vindo dos absurdos que se revelam na constância da mão forte de Bernarda. A pressão pela continuidade de um mundo servil vê-se todo o tempo em crise diante das novas experiências e da inalienável presença do corpo.
A tragédia, pois, impera diante da imanência da certeza da ruína.
Para que a casa exista e perdure são preciosos os escombros, o trabalho da memória nos incidentes que se tornam irreversíveis. Sob um céu de chumbo e dentro de um verão interminável, as filhas de Bernarda iniciam-se na ciência da vera e fera existência.



“Uma tragédia severa e simples.”
Assim define Federico García Lorca a que das suas mais emblemáticas obras “A casa de Bernarda Alba”. Uma tragédia de mulheres acorrentadas a preconceitos e mitos que um convencionalismo social, tão cruel como vazio de valores, defende ferozmente – mesmo à custa do esmagamento da pessoa.
Ao longo da peça são vários os sentimentos que se cruzam num constante confronto entre a autoridade e a liberdade, num desesperado conflito entre a realidade e o desejo. Esta é uma peça onde se percebe o sopro fatalista que o poeta, um dos maiores nomes da literatura castelhana do séc. XX, foi buscar à Andaluzia da sua infância.

Anabela Ferreira,
encenadora



"Aparecem como árvores eternas na paisagem sufocante do Alentejo…"
Esta frase resume, para mim enquanto encenadora, como foi este processo de trabalho, longo e sujeito às intempéries da vida.
Um pouco intenso, quente, fervoroso, cheio de pequenas cumplicidades e arrufos que foram sendo trabalhados durante estes dois últimos meses até se conseguir apresentar ao público este drama típico das sociedades matriarcas, cridas sob o machismo da época.
Foi um desafio à persistência de qualquer um, no fim, ganhou a vontade de fazer teatro.
E, agora aqui, que ninguém nos ouve…estou contente, porque acima de tudo achei pessoas que não tiveram medo de apostar e acreditar em mim e se deram de corpo e alma a este trabalho.
Obrigada a estas 8 mulheres pelo resultado a que chegámos para vos apresentar.

Rosa Souto Armas,
(La Poncia)





A Peça



























Ficha Técnica



2006-09-26

Incidentes (Peça de 2000)

Incidentes,
de Maria João Miguel





Fragmentos (Peça de 2000)

Fragmentos,
Adaptação do texto Dissident de Michel Vinaver


Helena e Filipe, seu filho, vivem juntos num modesto apartamento. Ambos apresentam uma agressividade corrente e quotidiana, tal como muitas famílias em dificuldade. Os problemas crescem no seio desta duas personagens banais.
Este projecto teatral surge no âmbito de um confronto experimental entre o texto e prática cénica. Desde cedo assumimos o desafio de uma adaptação livre do texto de Vinaver, porque o nosso objectivo não são as palavras, mas sim as impaciências, as irritações, as resignações, as respirações, os silêncios e as fugas das personagens co-habitantes no universo social contemporâneo, que está num ponto em que a comunicação escasseia.

Carlos Marques



A Peça







Sobre o processo e os objectivos,

Considerar a encenação como um mero prolongamento do texto do autor é fazer da representação algo inessencial (…) o texto ficará à mercê do talento de quem com ele estabelece um contacto, não é de ilustração cénica, mas de verdadeira recriação.”

José Oliveira Barata

“No teatro, a palavra vive de uma dupla glória (…) é escrita, como a palavra de Homero, mas ao mesmo tempo é proferida como palavras que trocam entre si dois homens no trabalho, ou um bando de rapazes, ou as raparigas no lavadouro, ou as mulheres no mercado – em suma, como as pobres palavras que se dizem todos os dias, e se esfumam com a vida (…)”.

“O Homem só se apercebeu da realidade quando representou.”

Pier Paolo Pasolini



Ficha Técnica

Gestus (Peça de 1998)


GESTO, s. m. (lat. Gestu) - Movimento do corpo, especialmente dos braços e das mãos, para exprimir ideias (…)

In LELLO UNIVERSAL, Lello & Irmãos Editores, Porto, 1976, vol. 1 pág. 1123


“O Homem é o corpo, intelecto, espírito e tudo isso deve evoluir paralelamente para uma vida bem sucedida e equilibrada”

Montapert



No natural processo de crescimento todos nós aprendemos a falar e a exprimirmo-nos através de uma reunião de sons correspondentes a uma ou mais ideias, aquilo a que chamamos palavras. Sem nos apercebermos, quando temos dificuldade em utilizar a expressão oral é o corpo que “fala por nós”.

Foi com base nisto, que propus a este grupo a montagem de um espectáculo não só exclusivamente de expressão corporal, também de expressão oral – embora mais reduzida.

Este espectáculo não é mais que uma exploração de movimentos do corpo que possam substituir as palavras do quotidiano – o encontro com uma expressão corporal que por vezes pensamos não possuir.

Como seria viver num mundo em que só se pudesse comunicar através de movimentos corporais, em que as linguagens gestual e oral fossem totalmente desconhecidas?

Seleccionamos músicas e ideias. Construímos vários quadros, em que tentámos expor/desenvolver alguma ideia com o auxílio da música.

Hugo Sovelas


1ª Parte

Gestus Amargus
1919, Ryuichi Sakamoto

Gestus Habituais
A Máquina de Escrever, Leroy Anderson


Gestus Instrumentais
Peer Gynt op. 23, Edvard Grieg

Gestus Educativos
O vôo do moscardo, Nicolai Rimsky-Korsakov

Gestus Científicos
Torvador, Giuseppe Verdi

Gestus Nostálgicos
The heart asks pleasure first e Here to there, Michael Nyman

Gestus Dependentes
O avô cavernoso, José Afonso (Versão Mão Morta)


2ª Parte

Gestus Conflituosos
Ballinasloe, The best of Irish Folk

Gestus Doces
On my way home, Enya

Gestus Resistentes
(Em homenagem a Timor)
The Fall into eclipse, Therion

Gestus Reais
Up to netaach/Floating back, Therion


A Peça



Ficha Técnica

Direcção de Actores
Hugo Sovelas

Direcção de Adereços
Sofia Sampaio

Produção
Helena Martins
THEATRON

Luminotécnica
Carlos Olivença

Sonoplastia
Paulo Alface

Elenco
Grupo de Teatro THEATRON

Vedetas (Peça de 1998)

As Vedetas,
de Lucien Lambert

Em “As Vedetas”, Lucien Lambert retrata as dificuldades de duas artistas do Teatro (ou do Cinema, ou da Televisão, ou da Publicidade) em arranjar trabalho, os seus sonhos de vedetismos, a dificuldade de destrinçarem o desejo da realidade, até ao instinto de competição num “sistema”em que o estar à beira do telefone no momento certo, ter a cor do cabelo aconselhável, ou saber ceder às “insinuações” do encenador ou do realizador, são fundamentais para a mais elementar subsistência, da vida como do mito.

“There’s no Business Like Show Business”, é o mote desta peça em que o lado de lá da magia e do encanto do espectáculo é nos mostrado no seu estado mais cru.

Duas mulheres representam duas actrizes. Elas têm quase a mesma idade, são as melhores amigas mundo. Uma é loura, outra é morena. Fizeram um pouco de Teatro, um pouco de Televisão, um pouco de Cinema, um pouco de tudo… mas não muito de nada. Em comum a profissão, o amante e necessidade de uma papel que as transforme em vedetas. E, à espera… elas aceitam fazer quase tudo.

Ambas são autênticas, falsas, patéticas, cúmplices e rivais. São mulheres e actrizes, e será que “ser mulher e actriz, será ser mulher duas vezes?”

Simone e Sylvie fazem aquilo que o mercado oferece, como e quando oferece ou “quando vão para a cama com a pessoa certa”. Com atitudes distintas e formas de pensar contrárias: Simone acha que “representar não é coisa que se aprenda”, é apenas uma questão de talento; Sylvie aposta nas aulas de dicção e de projecção e na declamação de Racine e Voltaire, e em “sorrisos carnívoros” dirigidos ao realizador, ao produtor ou mesmo ao argumentista; Simone está farta dos que não procuram uma boa actriz optando por uma boa atrás.

Assim, “As Vedetas” é uma obra acerca de duas mulheres e atrizes que, estão permanentemente, em conflito social e artístico, ora destrutivo, uma com a outra. Conflito, este, que no final se transforma em solidariedade.


Hugo Sovelas
Encenador

Primeira representação em 1998










Segunda representação em 2001








Ficha Técnica

2006-09-25

8º Encontro THEATRON


O THEATRON vai realizar entre os dias 29 de Setembro e 08 de Outubro o seu 8º Encontro de Teatro.


Dia 29 de Setembro
"Lisistrata" - Blá, Blá, Blá
Teatro Jovem de Campo Maior
Local: Cine-teatro Curvo Semedo
21:30h


Dia 30 de Setembro
"Boda"
THEATRON - Associação Cultural
Local: Salão do Bombeiros Voluntários
21:30h


Dia 04 de Outubro
Tertúlia
Local: Sociedade Pedrista
21:30h


Dia 05 de Outubro
"Noites de Lua Cheia"
Companhia de Teatro do Barreiro - ArteViva
Local: Cine-teatro Curvo Semedo
21:30h


Dia 07 de Outubro
"Mulheres de A a Z"
THEATRON - Associação Cultural
Local: Rádio Cine
21:30h


Dia 08 de Outubro
"Mulheres de A a Z"
THEATRON - Associação Cultural
Local: Rádio Cine
21:30h



Para Reservas de bilhetes ou outras informações: 967401257

Esperamos por si em Montemor-o-Novo.

2006-08-29

Boda em Campo Maior

Depois de Montemor, a próxima representação da Boda será no Centro Cultural de Campo Maior em 23 de Setembro pelas 21h e 30m.

O Centro Cultural de Campo Maior é um espaço multifuncional, dotado das mais modernas tecnologias, que fazem dele o local ideal para a realização de variados eventos.
Construído com o fim primeiro de satisfazer as necessidades culturais de Campo Maior, o Centro Cultural está, no entanto, aberto a receber outro tipo de iniciativas, tanto a nível local, como regional ou nacional.
A forma como foi pensado e executado faz dele o local ideal para cinema, teatro, dança, concertos, congressos ou conferências, tendo a capacidade de acolher todos aqueles que, por trabalho ou lazer, queiram desfrutar deste magnífico edifício.
O coração desta estrutura é o seu Auditório, com uma capacidade de 216 lugares, 6 dos quais para pessoas portadoras de deficiência motora.No entanto, não se esgotam aqui as possibilidades deste espaço. De facto, o Centro Cultural integra um conjunto de salas que permitem a realização de outro género de eventos, tais como acções de formação, palestras, exposições ou apresentações temáticas.
Toda esta oferta surge enquadrada num dos mais belos concelhos do Norte Alentejano, a menos de 2 horas de Lisboa e a escassos 15 minutos de Espanha. Campo Maior tem para oferecer, a quem o visita, a monumentalidade do seu património histórico, a beleza da sua riqueza natural, os sabores de uma gastronomia rica e variada e a hospitalidade de um Povo que sabe receber.

(Texto sobre o Centro Cultural retirado do site da Câmara Municipal de Campo Maior)

2006-07-10

Uma bebedeira de Teatro

Berthold Brecht assistiu a vários horrores que a História condenou (os genocídios de Hitler e Estaline), mas que continua hoje a repetir. Por isso, foi sempre um não-alinhado politicamente, sem que tal opção jamais o tivesse impedido de ser sempre um defensor das classes trabalhadoras. Se outras razões não houvesse, há uma que justifica o facto de ser cada vez mais importante encenar (e ver Brecht): para além de se aprender com os seus textos universais e com os seus trabalhos de dramaturgia é, sobretudo, na diversão que ele coloca a tónica das suas mensagens. Muitas das personagens (e não só na Boda) são ridículas e, por isso, risíveis, carregando em si o dramático e o cómico roubados à Commedia dell’ Arte.
Como acontece na Boda dos Pequenos Burgueses, levada à cena pelo Theatron, já com diversas récitas no momento deste curto apontamento, há a intenção de mostrar ao público os seus próprios erros, as suas misérias e (poucas) grandezas. O desmantelamento dos móveis do cenário, firmes e coesos apenas de forma aparente, remete-nos metaforicamente para a hipocrisia e falsidade de uma determinada classe social e para a pouca consistência das relações entre os pequenos burgueses da peça, amigos do casal recém-unido pelo matrimónio mas a quem tudo falta para ser feliz: o pai/sogro, paralítico e dependente, incomoda com as suas inoportunas intervenções, muitas vezes sem qualquer ponto de contacto com o presente; a mãe/sogra mostra-se (ou finge estar) continuamente alheada dos conflitos vividos por aquele grupo de pessoas; a irmã/cunhada tem como objectivo na vida apenas passar alguns bons momentos com amigos homens; finalmente, os amigos vivem em permanente conflito e a sua transparência só se torna possível depois de vários copos de vinho e ponche - “Vamos beber mais um copo” poderia ser quase um mote a que todos vão reagindo prontamente, para celebrar, para esquecer ou, apenas, para manter o estado de alienação do qual preferiam não sair.
Dentro desta curta, mas forte, história de Brecht, muitas estórias pessoais se entrecruzam durante o jantar, deixando cair por terra os véus que cobrem as personagens, revelando as suas mais contraditórias duplicidades e angústias. Ao chegarem ao final, desnudam-se por completo perante um público que acompanha, em tempo real, esta história que poderia ter sido escrita… ontem mesmo. A Boda não será mais que um reality-show avant la lettre, só possível na genial capacidade criativa e visionária do dramaturgo alemão.

A Associação Theatron que, corajosamente, levou à cena esta peça, tem os actores certos para as personagens certas. A encenação de Hugo Sovelas é cuidadosa e, o que é pouco habitual nestas produções de amadores, democrática. A preocupação foi – e continuo no campo das meras conjecturas - que cada actor compusesse livremente a sua personagem, dados que foram, decerto, os limites. (O Hugo costuma confiar nos seus actores.) É mais um excelente trabalho deste jovem actor/encenador que permitiu composições fantásticas de um elenco que funcionou com base numa profunda empatia e para quem Teatro é sinónimo de Prazer. Sem prejuízo dos restantes actores, destaco as excelentes interpretações de um quase estreante, mas magnífico, António Coelho (foram buscá-lo ao Berliner?) e dos veteranos Bernardino Samina, João Macedo e Zara Sampaio que, neste registo de tragicomédia, nos trouxeram, talvez, as composições mais densas e elaboradas da sua carreira.
À pergunta sacramental que precede cada nova encenação, que Boda e que Brecht para os dias de hoje, e, neste caso, para uma cidade portuguesa chamada Montemor-o-Novo, Hugo Sovelas, Maria João Crespo (responsável pela adaptação do original) e aquele núcleo de actores deram a resposta certa: a decadência daquele grupo de pessoas é o espelho da nossa própria decadência. Quer se aceite ou não.

João Luis Nabo

Mais uma estreia

Não é uma uma nova peça.
É no blog.
Vamos ter colaboradores a postar sobre Teatro, uma peça ou simplesmente sobre Cultura. Esperamos ter muitos comentários para que haja dinâmica e discussões salutares.


Estreamos com o Professor João Luis Nabo.

A bem do Teatro.

2006-07-04

Há Boda na Carlista,

depois de ter estreado em Lavre a 17 de Junho, incluída no Ciclo da Primavera da Câmara Municipal de Montemor-o-Novo, a Boda irá estar em cena na Sociedade Carlista (Montemor-o-Novo).

07 de Julho, 22:00 horas

09 de Julho, 17:00 e 22:00 horas

Entrada livre.

2006-06-27

António Gedeão


Poeta, professor e historiador da ciência portuguesa.

António Gedeão, pseudónimo de Rómulo de Carvalho, concluiu, no Porto, o curso de Ciências Físico-Químicas, exercendo depois a actividade de docente. Teve um papel importante na divulgação de temas científicos, colaborando em revistas da especialidade e organizando obras no campo da história das ciências e das instituições, como A Actividade Pedagógica da Academia das Ciências de Lisboa nos Séculos XVIII e XIX. Publicou ainda outros estudos, como História da Fundação do Colégio Real dos Nobres de Lisboa (1959), O Sentido Científico em Bocage (1965) e Relações entre Portugal e a Rússia no Século XVIII (1979).

Revelou-se como poeta apenas em 1956, com a obra Movimento Perpétuo. A esta viriam juntar-se outras obras, como Teatro do Mundo (1958), Máquina de Fogo (1961), Poema para Galileu (1964), Linhas de Força (1967) e ainda Poemas Póstumos (1983) e Novos Poemas Póstumos (1990). Na sua poesia, reunida também em Poesias Completas (1964), as fontes de inspiração são heterogéneas e equilibradas de modo original pelo homem que, com um rigor científico, nos comunica o sofrimento alheio, ou a constatação da solidão humana, muitas vezes com surpreendente ironia. Alguns dos seus textos poéticos foram aproveitados para músicas de intervenção. Em 1963 publicou a peça de teatro RTX 78/24 (1963) e dez anos depois a sua primeira obra de ficção, A Poltrona e Outras Novelas (1973).

Na data do seu nonagésimo aniversário, António Gedeão foi alvo de uma homenagem nacional, tendo sido condecorado com a Grã-Cruz da Ordem de Sant'iago de Espada.

Homem Só


Peça estreada em 2005

"Homem Só" a partir de ‘RTX 78/24’,
de António Gedeão

“Homem Só” pode ser considerada como uma viagem ao íntimo de Rómulo de Carvalho transfigurado para Gedeão. Na peça original “RTX 78/24”, escrita em 1963 são facilmente identificáveis os seus poemas transformados em escrita teatral. A adaptação feita pelo “Theatron” põe a nú todos os conflitos internos do protagonista António (considerado como sendo Gedeão) deixando para segundo plano o contexto histórico. Num ambiente de brancura foi explorado um espaço intemporal onde tudo é cíclico, sonho e (in)consciente. As personagens ganham cor levando António a confrontar-se com a sua visão da sociedade, uma visão, ora ambígua, ora controversa, ora polémica. Revelações íntimas, demasiado dolorosas e confusas para a sensibilidade de António que defende as relações humanas como princípio e causa de tudo o que nos rodeia. Numa sociedade de materialismo individualista onde parece já não haver lugar para os idealistas, “Homem Só” relembra-nos as palavras do poeta Gedeão e remete-nos para uma reflexão sobre o mundo em que vivemos.


A Peça













O Cenário




Ficha Técnica


Encenação e dramaturgia – Hugo Sovelas
Assistência de encenação – Teresa Macedo
Produção executiva – Todinha Santos
Equipa de cenografia, figurinos e adereços – THEATRON
Execução de cenografia – Câmara Municipal de Montemor-o-Novo
Execução de figurinos – DONATA
Luminotécnia – Cristina Santos
Contra-regra – Alexandra Cacilhas e Isabel Contreiras


Interpretação

António – João Rosado
Vitória – Rosa Souto Armas
Glórinha – Graça Pires
Georgina – Hermínia Santos
Rui – António Coelho
Minda – Graça Cabral
Judite – Susana Cigarro
Trapeiro – Joaquim Gervásio
Trapeira 1 – Zara Sampaio
Trapeira 2 – Sofia Sampaio
Tia Serafina – Maria João Crespo
Tia Angélica – Carla Rodrigues
Bernardo – Bernardino Samina
Mendonça – João Macedo
Sr.ª Directora – Bia Estróia
Sr.ª Doutora – Fátima Pasadas