2008-02-15

Farsa em São Bonifácio


ESTREIA



"Farsa em São Bonifácio"


Cine-Teatro Curvo Semedo

23 de Fevereiro de 2008

21H30



São Bonifácio é um local tranquilo, igual a tantos outros, provavelmente até igual… ao seu! Todos se conhecem e vivem em plena harmonia sob o olhar protector do Santo padroeiro, amigo de todas as horas, confidente de todos os segredos. Mas um belo dia, a tranquilidade do lugar é abalada por uma inesperada descoberta, por um desaparecimento e por um temível regresso de alguém que há muito tempo atrás havia deixado algo em São Bonifácio. Estes acontecimentos originam uma tremenda trapalhada de onde ninguém sabe como sair. Vale a ajuda de um amigo "especial" do Santo padroeiro para que tudo volte a ser como dantes ou pelo menos…quase tudo!


A "Farsa em São Bonifácio" a partir do texto de um autor desconhecido, com adaptação de Maria João Crespo.


Encenação

Graça Pires

Maria João Crespo

Sofia Sampaio


Produção

Alexandra Cacilhas

Custódia Santos


Desenho de Luzes
Carlos Olivença

Cenário

Graça Pires

Maria João Crespo

Sofia Sampaio


Elenco

António Danado

Bernardino Samina

Helder Pais

João Macedo

Manuel Matos

Maria Estroia

Rosa Souto Armas

Sofia Sampaio

Zara Sampaio


Vem assistir à estreia, vem divertir-te. Aparece.


Contactos

THEATRON - Associação Cultural
Rua de Damão, Apartado 64
7050-909 Montemor-o-Novo

Tm:967401257
actheatron@gmail.com


8 comentários:

Anónimo disse...

Muitos parabéns por esta nova peça de teatro. Foi muito divertida, um belo trabalho de encenação, de adaptação, de luz e claro que os actores estiveram maravilhosos.
Mais uma vez, parabéns e espero que tenham muito sucesso com esta peça, são os meus votos e de todo o grupo de teatro "Núcleo Alma e Vida", de São Cristóvão.

Sérgio Chorado

Manuela Pereira disse...

Muito, muito bom!

Parabéns!!!

Anónimo disse...

Mais uma vez surpreendente, um trabalho de grande qualidade ao estilo do teatro antigo agora revisitado, uma adptação e encenação brilhante, personagens mt bem trabalhadas com "bonecos" mt bem conseguidos. Sem retirar qualidade a ninguém o Dino esteve fantástico. Parabéns! A iluminação absolutamente genial e a banda sonora não se adaptaria melhor. Brilhante!
António Fitas

Anónimo disse...

Uma peça brilhante em que, tiveram todos "10 estrelas".
Adorei ver a peça e, espero que tenham muito sucesso com esta tal como, foi com a "boda".
Mais uma vez os meus parabens,sao os votos de um principiante na arte do teatro que faz parte do grupo de teatro amador "Nucleo Alma e Vida" de S.Cristovao.
parabens

bacitracina disse...

Meus Amores...
Não fossem vocês todos grandes actores, e pessoas espectaculares... não fossemos nós um grupo unido, muito divertido, e cheio de talentos...
o nosso Dino demonstrou mais uma vez aquilo que vale, a sua enorme capacidade de prender a atenção do público, um rabalho de actor fantástico, melhor que muitos profissionais!!!
Estiveram todos lindamente... a tia do João Macedo foi genial! Sem desprimosr para as outras duas tias que também estiveram bem, como sempre nos habituaram!
O Manuel estreou-se com muita classe...
Todos estiveram bem! Os meus Parabéns!!!
Custou, foi suado, mas no fim, valeu bem a pena o esforço. Foi realmente um sucesso!!!
Estou orgulhosa de fazer parte deste grupo!!!
Agora mãos à obra!!!

Luís Pontes disse...

Como dizia o Jô - Tem pai que é cego!
Vi a peça e diverti-me. É a obrigação de uma farsa, divertir, e farsa que diverte está conseguida e a mais não é obrigada.
Naturalmente, quem a fez está de parabéns. A Theatron está de parabéns!
Mas este tecer de encómios desmesurados em que provincianamente se cai após cada produção não é nem realista, nem produtivo. Esta farsa está eivada de problemas que devem ser apontados, de modo a serem debatidos e corrigidos, e é essa função crítica, tão ausente e tão necessária aqui por Montemor, que irei tentar desempenhar.
Comecemos pelos actores: Uma companhia não pode viver da(s) estrela(s) Dino, Macedo, Zara, Rosa, Bia. Se estes são capazes, até alguns muito bons, o resto do elenco anda perdido, sem rumo, titubeando pelo palco de forma por vezes patética. Isto de representar, se para alguns é uma questão de "jeito", outros precisam de direcção de actor; que no caso confrangedor da dupla militar, pura e simplesmente não existiu. O Manuel merecia bem mais para o seu quase baptismo, depois da aparição fugaz na Tamar.
Não vou comentar as opções da Encenação, que, basicamente,desempenhou a contento a sua missão, como disse no início. Devo, no entanto apontar sem dó aquele que foi o seu "pecado original": O casting!
A atribuição do papel do terrível bandido a Bia Estróia é um erro colossal (cuja intenção se perdeu) e que comprometeu o sentido da parte final da peça. Este(a) anti-bandido que quereria viver do seu nonsense, acabou por se tornar apenas incompreensível. Foi pena; a Encenação tinha obrigação de ter percebido o erro a tempo. Pobre Bia Estróia, lembram-se da fenomenal "gaivota"?
A adaptação andou geralmente bem, respeitou o espírito da farsa e só pecou por algumas cedências cada vez menos compreensíveis. Falo dos pífios fins de frase com "d'um cabrão", graça à malucos do riso, ou do trocadilho da expressão "danado" na boca do padre, apenas compreensível aqui em Montemor e que apequena a peça para um registo local que é desnecessário.
A iluminação foi desastrosa!
O que aconteceu no Curvo Semêdo não teve nada a ver com o desenho criado por J.Gervásio: Basta lembrar a cena de abertura em que o Pascoal percorre toda o palco, da esquerda à direita, varrendo ... às escuras! O foco estava no santo.
Alguém que diga ao técnico a velha máxima "um actor vive da Luz!"

Luís Pontes

Anónimo disse...

Apraz-nos felicitar todos aqueles que de uma forma construtiva elevam o nome de Montemor-o-Novo a um nível que muitos não fariam, seguramente! É interessante nestes casos a critica, seja ela qual for; desde que seja com um intuito absolutamente construtivo. Pelo que não entendemos a postura de algumas pessoas que insistem na velha teoria bairrista aplicada a um contexto de pequena cidade, onde julgamos que o que realmente interessa é a união de todos em prol de um projecto comum que no final transporte Montemor a outros sítios. Acredito pois, que quanto mais unidos nós formos, mais qualidade conseguimos injectar em tudo o que fazemos e por arrastamento melhor imagem de Montemor é projectada lá fora.
Em relação à critica dirigida ao nosso trabalho por parte do Sr.Luis Pontes, por quem nutrimos extremo respeito e consideração, devemos interpretar o adjectivo usado como forma de classificação, no mínimo inadequado e excessivo; na medida em que põe em causa o trabalho de uma equipa de 5 pessoas NÃO PROFISSIONAIS da área durante muitas horas, e que de uma forma brutalmente colaborante, desinteressada e amiga tentam sempre fazer o melhor que sabem e conseguem; condicionados sempre, pelos limites técnicos do Cine Teatro Curvo Semedo, pelo que nos sentimos de alguma forma frustrados pela forma fria e insensível com que vimos o nosso trabalho “classificado”.
No que diz respeito à forma como interpretou a iluminação desta peça, sentimo-nos em primeiro lugar felizes, porque por vezes o nosso trabalho de técnicos não é notado o suficiente, mas julgamos que a velha máxima de que fala no seu comentário foi exactamente o objectivo quando concebemos e executámos um projecto de iluminação com cerca de 45 canais e 60 memórias; que mais não foi do que o resultado de 2 ou 3 dias de observação de ensaios. Lamentamos no entanto não lhe ter agradado o suficiente. Informamos ainda que o foco não estava no santo mas sim em "diagonal/chão/esquerda baixa". Por outro lado e como forma de explanar o conceito que "tentamos" reproduzir, o mesmo prendia-se com uma projecção introdutória de iluminação que ia gradualmente sendo ampliada à medida que o Playback inicial ia diminuindo de volume. Não expondo desta forma o actor e a cena nos segundos iniciais, exacerbando no entanto, o acto cénico de "limpeza" que decorria e cuja iluminação poderá ser interpretada de uma forma mais grosseira como penumbra nocturna. Em suma: estamos então de acordo quanto ao objectivo da iluminação, mas apresentamos diferenças nos conceitos. A equipa de Sonoplastia e Carpintaria da Câmara Municipal de Montemor-o-Novo agradece a crítica, mas reprova fervorosamente o adjectivo usado. Estamos no entanto determinados a melhorar o nosso trabalho!
Em relação ao Theatron e a esta peça especificamente, daqui enviamos os nossos sinceros parabéns a todos sem excepção. Aos "históricos" e aos outros que de uma forma tão agradável e bem intencionada conseguiram superar todas as expectativas! Estamos seguros que estes tentaram fazer sempre o melhor em prol do projecto que abraçaram, comprometendo por vezes a vida particular; “a bem do teatro”. Um abraço amigo a todos !

A equipa do Cine Teatro Curvo Semedo

Anónimo disse...

Depois do comentário colocado ontem pelo Sr. Luis Pontes que respeito, eu próprio me senti um pouco afectado nas minhas opiniões ao que parece provincianas, mas, mesmo assim parece-me apropriado dizer só quem se esforça e se dedica de coração aos projectos em que participa consegue perceber o esforço necessário para que o resultado final se apresente, sabendo sempre de antemão que os treinadores de bancada estarão na primeira fila prontos para apontar os maus resultados, enfim, dizer mal é sempre mais fácil. Para terminar e porque não referi no primeiro comentário, à equipa do Cine Teatro, com quem já trabalhei e sei o trabalho extraordinário que sempre fazem, os meus sinceros parabéns, o sucesso de qualquer espectáculo é sempre devido em grande parte aos técnicos que tantas vezes são esquecidos.
António Fitas